A primeira organização brasileira com a marca STS foi constituída em 1933, no Rio de Janeiro, fundamentando a assistência médica e transfusional em bases científicas. Primeiro banco de sangue da Bahia, o STS foi fundado em Salvador, em 1937, por iniciativa dos médicos Menandro Novais e Estácio Gonzaga, como uma espécie de filial. No mesmo ano, foram inauguradas as unidades de Juiz de Fora e de Recife.
A infraestrutura inicial foi baseada no melhor serviço implantado na época em Barcelona, na Espanha, durante a guerra espanhola. Há alguns anos, somente o STS da Bahia preserva esta marca.
O STS em Salvador dispunha, inicialmente, de uma estrutura simples, formada pelo médico transfusionista e um corpo de doadores universais, indivíduos do grupo sanguíneo O, que eram selecionados, examinados e monitorados para a segurança transfusional, através da identificação de doenças como a sífilis e a hepatite.
Na fase inicial, o serviço era voltado exclusivamente aos pacientes do Hospital Santa Isabel. Com o sucesso das atividades, o serviço passou a ser desenvolvido em diversos hospitais baianos, das redes pública e privada. O STS também tinha um raio de cobertura no interior, para onde enviava sangue de barco ou de avião, superando as distâncias.
Pioneirismo e inovação caracterizam a evolução histórica do STS. Entre outros fatos de destaque, na época da descoberta do fator Rh, 1940, os médicos brasileiros Carlos da Silva Lacaz e Humberto da Costa Ferreira, recém-chegados de Londres, foram convidados a dar um curso para os médicos do STS sobre esta importante novidade. Desta forma, a instituição aprimorou sua prática com transfusões mais direcionadas para os receptores indicados, minimizando o perigo das reações.
A instituição colaborou diretamente para o desenvolvimento da medicina baiana. Entre outras inovações para a época, os então diretores do serviço, Estácio Gonzaga e Alcilídio Barreto, iniciaram o trabalho com o fracionamento do sangue, utilizando pela primeira vez na Bahia as hemácias lavadas e os concentrado de glóbulos vermelhos.
O STS consolidou-se como um dos principais bancos de sangue e de assistência hematológica do estado, por onde passaram grandes nomes da especialidade, como os médicos Menandro Novaes, Estácio Gonzaga, Eduardo Lins Ferreira de Araújo, Dílson Fernandes, Durval Rodrigues da Cruz Mesquita, Roberto Silva e Josselin, entre outros.
Na primeira metade do século XX, o processo de doação de sangue era feito de forma rudimentar, braço a braço, com alto risco tanto para o doador, como para o receptor.
O serviço transfusional enfrentava dificuldades e desafios na ocasião em que o STS foi fundado, a exemplo da inexistência da tipologia ABO e do fator Rh, na época ainda não descobertos pela ciência.
A campanha lançada pelos médicos Menandro Novais e Estácio Gonzaga para criação do STS possibilitou a compra de equipamentos como agulhas, vidros e borrachas importados da Casa Fenwall, em Massachusets (EUA).
O STS sempre primou pelo cuidado rigoroso com o sangue destinado à transfusão, através da triagem de idade, peso, anemia, perfil alérgico e reação para sífilis, Doença de Chagas e hepatite.
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